A VOZ FEMININA NA ÉPOCA DA REFORMA

domingo, janeiro 22, 2017

Esse texto possui como base o capítulo segundo, a Voz Feminina na época da Reforma

Esse texto possui como base o capítulo segundo, A Voz Feminina na Época da Reforma, da obra de Rute Salviano Almeida, Uma Voz Feminina na Reforma. Eu pretendo aqui, retratar a mulher renascentista e algumas de suas conquistas, como resultado da visão instituída pela Reforma Protestante, de que cada pessoa podia ser seu próprio sacerdote, e que todos eram iguais, resultando num despertar do papel da mulher, especificamente no Cristianismo.

A mulher fazia parte dos sujeitos excluídos da sociedade. Não tinham direito aos estudos, alguns até duvidavam que elas eram humanas. O seu papel era somente de filha, esposa e mãe. E o único ambiente delegado a elas como de direito, era o familiar.

Como mãe, era a voz que transmitia valores morais. Uma filha era resultado da educação da mãe, portanto, uma mulher virtuosa geraria filhas virtuosas, de igual modo, uma mulher imoral geraria filhas imorais.  A notícia de que seria mãe, era considerada, por um lado, um presente, mas por outro, um fardo. Um presente, porque recebia um lugar especial na casa, um peso, pois suas tarefas aumentavam. Existia outra questão com que aprendiam a conviver, uma provável morte de seu bebê, além de terem que se preparar para um parto, possivelmente, arriscado. Isso fazia com que elas, não criassem vínculos afetivos com a criança durante a gestação e os seus primeiros dias de nascida

“Quando sobreviviam e cresciam, a mãe acumulava ao papel de alimentadora o de educadora. Esse papel variava conforme sua classe social e o lugar onde morava. A mãe devia ensinar os filhos a enfrentar o mundo em que viviam. A mãe letrada ensinava seus filhos a ler antes da ida à escola e também era obrigação materna ensinar às filhas tudo sobre as tarefas femininas da casa”. (ALMEIDA, 2010, P. 55)

Como esposa, sua voz se apagava em submissão ao marido. Era papel da mulher se dedicar ao marido, e se submeter à sua autoridade absoluta. Nessa época existiam alguns pregadores que condenavam as relações sexuais entre cônjuges, e ainda se sustentava, por certos homens, o pensamento de que as mulheres adúlteras deveriam ser apedrejadas.

“Sujeita à vontade alheia, a identidade da mulher desaparecia no anonimato do vínculo matrimonial. Ela, além de se submeter ao marido, ficava encerrada nos limites estreitos estabelecidos por teólogos e peritos do outro sexo”. (ALMEIDA, 2010, p. 58)
No ambiente religioso, a voz das mulheres era silenciada. Sua participação pública era imprópria, tinham a obrigação de ficar mudas. Algumas mulheres se tornavam freiras, umas por vontade própria, outras por imposição dos pais. Os conventos eram afastados da cidade, bem estruturados, implicando o total afastamento delas do mundo.

Entretanto, a Reforma Protestante trouxe espaço, ainda que pequeno, para o reconhecimento do papel das mulheres no Cristianismo. Lutero permitiu que as mulheres orassem, cantassem, dissessem amém, lessem em casa, exortassem outras mulheres, interpretassem as Escrituras, e até mesmo pregassem em situações extraordinárias. Houve um avanço da participação feminina no culto da igreja.

“A atuação feminina no campo religioso foi difícil e bem restrita. Além de não terem a liberdade de desenvolver seus talentos, muitas foram martirizadas pela religião, outras foram confinadas e outras ainda submetidas a torturas”. (ALMEIDA, 2012, p. 62)
A mulheres foram ganhando espaço na sociedade, eram poucos, mas de grande conquista. Isso começou a partir do momento que se teve tempo para conversar, pois o Renascimento defendia o prazer pelas grandes conversas. Assim os homens perceberam que as mulheres sabiam dialogar e que sem elas, esses momentos ficavam incompletos. O resultado disso foi a posição de respeito que se deu às mulheres.

“As mulheres não participavam do conselho privado do soberano, mas participavam das conversas políticas e pessoais que enchiam os salões, aposentos e quartos de dormir no palácio real”. (ALMEIDA, 2010, p. 75)
A Reforma resgatou o valor do casamento. Além dos casamentos por conveniência, começaram a existir, os casamentos por camaradagem e maturidade. O modelo ainda era o patriarcal, no qual o homem era a autoridade, porém defendia-se uma relação de amizade entre os casais, de amor recíproco, de respeito. O propósito dos reformadores do século XVI, era superar a ideia de que a mulher era símbolo do pecado e de que a vida matrimonial era referência ao inferno.

Como escritoras, as mulheres usavam seus escritos para expressar a paz. Segundo Almeida, “escreviam sobre os filhos, para os filhos e aos filhos, depois escreviam a Deus, para Deus e respeito de Deus”. A mulher cristã estava preocupada com sua religião, portanto preocupava-se em estudar as Escrituras. Nesse contexto, as mulheres protestantes ganharam destaque, pois seus pais eram cristãos e possuidores de um conhecimento vasto acerca das línguas antigas e de obras literárias. Em sua grande maioria, estas se tornavam grandes defensoras da Reforma e dos reformadores.

Esse período também abriu espaço para mulheres exercerem o papel de governantes, ganhando reconhecimento por serem benfeitoras. Combatiam as heresias e cuidavam das necessidades dos pobres. Portanto, compreende-se que as mulheres tiveram um importante papel na história do Cristianismo.

Eu não consigo aqui, por fim ao vasto conteúdo abordado no capítulo, mas faço uma pincelada para provocar futuros estudos, tendo como foco a Reforma Protestante como pontapé para o início de discussões sobre a valorização do papel da mulher na sociedade, em especial no contexto cristão. Aqui encerramos essa leitura desse livro sendo uma pequena parte de tantos outros conteúdos importante que contem no livro ao todo.
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Teologia e Mulheres
Texto estudado por: Luana Oliveira 
Fonte: ALMEIDA, Rute Salviano. A voz feminina na época da Reforma. In: ALMEIDA, Rute Salviano. Uma voz feminina na Reforma. São Paulo: Hagnos, 2010, p. 51-75.
Transcrito por Cristiane no Blog: voz Feminina na Reforma. É com muito prazer que publico esse texto tão significativo para nós mulheres cristãs, como homenagem a todas as mulheres que hoje buscam estudos "TEOLÓGICOS DAS ESCRITURAS" como fonte de conhecimento e edificação. Agradeço a todos, Beijos, graça e paz! 😘💓 BY: Cris. 

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4 comentários

  1. Fico feliz com o reflexo positivo desta reforma para nós mulheres hoje, na sociedade e no cristianismo. Beijos Cris!

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    1. Eu também, fico muito feliz! Quando lemos esse livro citado nesse texto, vemos claramente como a reforma vem favorecido a nós mulheres. Seja bem-vida novamente, Neiva. Obrigada por está aqui conosco, Beijos ;D

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  2. Hey!
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