OS DESAFIOS DA MULHER CONTEMPORÂNEA À LUZ DAS ESCRITURAS (4)


 A mulher contemporânea e a maternidade (Parte 2)

Nesta série nos propomos a relacionar algumas verdades da Palavra de Deus sobre as mulheres, em especial. Estes princípios bíblicos fornecerão conselhos valiosos frente aos inúmeros desafios que as mulheres enfrentam. Estes mesmos princípios também denunciarão quaisquer ideologias contrárias ao ideal de Deus para todos nós. A tese que seguimos é que nenhuma ideologia está acima das Escrituras. É justamente o ideal de Deus, conforme revelado nas Escrituras Sagradas, que determinam nossos valores, escolhas e atitudes. Somos abençoados quando obedecemos à vontade de Deus. Neste post vamos finalizar nosso argumento sobre a mulher contemporânea e a maternidade.


No último post apontamos para alguns paradigmas que, aparentemente valorizam as mulheres, mas que, em hipótese nenhuma, não estão em harmonia com as Escrituras. O ponto importante aqui é que não é Deus que deve se harmonizar com minhas ideias; pelo contrário, nós, e as mulheres crentes, especificamente, que devemos conhecer, aceitar e viver a partir da vontade de Deus. Afirmamos também que vivemos numa estrutura de realidade criada por Deus. É nesta relação Criador-criação que estamos inseridos. E nesta perspectiva imutável, Deus, o Criador, tem a preeminência, por ser Deus, sobre a nossa vida. Nosso coração deve estar submetido ao crivo do Criador. Apresentamos dois textos chaves que mostram o ideal de Deus, Gn 1.26-31; 2.18-25. Nestes textos, afirmamos a plena igualdade ontológica entre homens e mulheres, e que ambos sempre estiveram sob os mesmos mandatos estabelecidos por Deus. Esta igualdade é ratificado em outros lugares da Escritura: Gn 2.23; 5.1–2; 1Co 11.11–12; Gl 3.13, 28 (entre outros). 


A mulher é uma princesa no cenário da Criação, juntamente com seu príncipe, o marido. Como personagem real, a mulher cumpre com seu papel, pondo-se sob os conselhos e mandatos de Deus. À mulher é reservado o privilégio em ser a auxiliadora idônea do seu marido. (Gn 2.18,20) Interessante perceber que Deus é o nosso auxílio bem presente nas tribulações. (Sl 46.1-3. Veja: Sl 10.4; 30.10; 54.4; 118.7; Hb 13.5,6) Deus não se rebaixou quando se revelou como nosso auxiliador. Ele concedeu este privilégio às mulheres, às esposas. Ser uma auxiliadora idônea é ser a expressão da imagem de Deus e da mão divina abençoando o marido e sua família. Isto está longe de ser um desprestígio às mulheres. A valorização da mulher está em obedecer a vontade santa do Senhor. Além de auxiliadora, à mulher também é dada o privilégio de ser mãe, de gerar uma vida.


 A maternidade é a maior expressão da realeza reservada por Deus especialmente às mulheres. Ser mãe é o papel supremo da mulher sob as bênçãos do Senhor (Sl 139.13). Tenho percebido como os ideais malignos tem percorrido nossas estruturas socioculturais, desdizendo e descreditando a Deus. Tudo o que Deus fez e estabeleceu é perfeito! Quando Deus terminou sua Criação viu que tudo era muito bom, isto é, perfeito para cumprir os propósitos estabelecido por Ele (Gn 1.31).


Temos vários exemplos de mulheres nas Escrituras que entenderam a vontade de Deus: Eva (Gn 4.1), Raquel (Gn 30.1), Ana (1Sm 1.11). E, um dos maiores exemplos é Sara (Gn 16.1-2). Pedro, em sua Primeira Carta 3.1-6, escreve: (1) Do mesmo modo, mulheres, sujeitem-se a seus maridos, a fim de que, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavras, pelo procedimento de sua mulher, (2) observando a conduta honesta e respeitosa de vocês. (3) A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. (4) Pelo contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus. (5) Pois era assim que também costumavam adornar-se as santas mulheres do passado, que colocavam a sua esperança em Deus. Elas se sujeitavam a seus maridos, (6) como Sara, que obedecia a Abraão e lhe chamava senhor. Dela vocês serão filhas, se praticarem o bem e não derem lugar ao medo. Importante aprender sobre isso. A beleza da mulher está em se colocar gentilmente sob a direção da vontade de Deus. Ser mulher, ser esposa, ser mãe não é, nunca foi e nem será humilhante, opressivo ou pesado para aquelas que entendem quem é Deus e sua vontade amorosa revelada ao seu povo. Paulo, em Efésio 5.1,22-24, escreve: (1) Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados, (22) Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor, (23) pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. (24) Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. Poderíamos inserir aqui as informações bíblicas acerca da “mulher virtuosa” (Pv 31.1-31), mas, reservamos a análise deste texto num próximo post.


Trazemos algumas implicações finais sobre este relevante assunto:

a) Deus sabia o que estava fazendo quando estabeleceu estes conceitos, valores e mandatos aos homens, às mulheres, aos casais, aos pais, aos filhos, a toda a sociedade. Deus é poderosamente sábio, justo e bom! 


b) O pecado em nós é que nos impele a questionar a Deus e buscar uma vida de rebeldia aos seus princípios.


c) Paulo, em Gálatas 5.1, fala que Deus nos chamou à liberdade. Este texto bíblico é muito mal interpretado. Deus nunca quis que fôssemos autônomos, independentes e desconectados de sua vontade. Somos livres, sim, do domínio do pecado e da condenação. Cristo nos libertou do domínio da lei e da morte. Mas, jamais, o texto ensina que somos livres da vontade de Deus, para vivermos como quisermos. Não somos livres de Deus. Somos livres do pecado, para vivermos plenamente para o Senhor. Esta salvação e libertação foi conquistada pelo nosso Salvador Jesus Cristo.


d) A maternidade é a expressão maior da bondade de Deus às mulheres. Se opor a isso é se opor a Deus. Não significa que as mulheres sejam “obrigadas” a parir. Claro que não! Mas, aquelas mulheres que são mães vão entender a grandeza de gerar uma vida. Deus dá vida por meio das mulheres. Isto é maravilhoso! 


e) Finalmente, desejar viver para a glória de Deus é o caminho para uma vida saudável e feliz. Como filhos de Deus, salvos em Cristo, nosso coração deve ser dedicado inteiramente ao Senhor. Sua vontade deve ser nosso deleite. O Salmo 40.8 diz: Tenho grande alegria em fazer a tua vontade, ó meu Deus; a tua lei está no fundo do meu coração. Em Salmo 119.97-98 diz: (97) Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro. (98) Os teus mandamentos me tornam mais sábio que os meus inimigos, porquanto estão sempre comigo. Salmos 19:9-10, por sua vez ensina: (9) O temor do Senhor é puro, e dura para sempre. As ordenanças do Senhor são verdadeiras, são todas elas justas. (10) São mais desejáveis do que o ouro, do que muito ouro puro; são mais doces do que o mel, do que as gotas do favo. Para as mulheres crentes, abraçar o propósito de Deus será, portanto, um deleite. Este é o ideal de Deus para você, mulher livre e crente. Viva sempre para glorificar nosso Criador e Redentor nosso! Que Ele te abençoe.


Devo os argumentos deste post à: VAN GRONINGEN, Harriet e Gerard. A Família da Aliança. Instruções bíblicas para a vida familiar que honra a Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 1997.


Colunista do Blog: Rev. Marlon de Oliveira


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